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sexta-feira, 22 de março de 2013

Síndrome do Cancelamento (ou, por quê atirar nos próprios pés?)


Relógio atrasado não adianta, já dizia o sertanejo Anacleto Rosas Jr.
Correr na frente da boiada, é arriscado, dizem os peões experimentados.
Chutar contra o próprio gol é jogar contra as probabilidades de defesa, contra o patrimônio.
Mais uma vez, infelizmente, a notícia que todos não queriam esperar, mas tinham um certo conformismo já preparado se viesse acontecer mais um cancelamento de show programado para a Ferroviária de Pinda.
Não sei quantos ingressos foram vendidos antecipadamente para o show de Paula Fernandes.
Só sei que o envolvimento do nome do clube, como sede do evento citado, mais uma vez soou como tiro pela culatra.
De verdade, ou suponho assim, o clube não teria “nadaver, tio” com o lance de contratação e pagamento da atração. Apenas teria locado o espaço, o que permitia ao locatário a cobrança de ingresso até dos associados.
Resultado:







 Como tudo, no cenário do show business gira em torno de cifras, cacau, grana, money, dinheiro, o cancelamento ocorrido não afetou, em nada, a agenda de Paula Fernandes, o que pode ser observado na atual informação do seu site oficial.

Co-co-ri-có, Teatro Mágico, em duas oportunidades, já acenavam para um terceiro tropeço de produção, sem focar responsabilidades diretas, mas envolvendo  o mesmo clube.
Isso, trocando em miúdos, soa mal diante da opinião dos cidadãos comuns. Simplesmente porque quem deseja ver um show não quer saber de detalhes de contratante, quem paga e quem não paga. O que interessa é ver o show e pronto. Na Ferroviária, neste caso, seria o ideal.
Entretanto, o ideal deixa de ser ideal por conta desses fracassos promocionais.
FOCO é tudo. Sem FOCO, é FOGO!
Daí, queimação de cara.
Não resolve muito a publicação de NOTA DE ESCLARECIMENTO.
Necessário se faz REPOSICIONAMENTO, REPENSAR O CLUBE, RETOMAR O EIXO ou ENCONTRAR UM NORTE FORTE.
Contratação de especialistas em promover, pelo clube e para o próprio clube, eventos capazes de atender o bom gosto do público sem favorecer ganhos aparentemente  absurdos de terceiros.
No caso em tela, direta ou indiretamente, a Ferroviária mais uma vez se vê nas redes sociais e na mídia como cooptante em uma promoção fracassada.
Vêm aí, daqui a pouco, as eleições no clube.
Será que algum candidato cogitado teria um “ÁS” a mais na manga capaz de mudar o rumo da história e resgatar a história da Ferrô?
Claro fica: “pió do qui tá num pode ficá!”, como diz o caipira quando vê a terra seca, trincando por falta d’água... Daí ele reza “pra chuvê na horta, pra boiada num caí morta”.
Nossa torcida para que o clube vire a página e recomponha sua história de sucesso, acabando com a Síndrome do Cancelamento.

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