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sexta-feira, 4 de março de 2016

FALAR DE ARCO-ÍRIS, crônica de Marcos IVan.


QUALIDADE DE VIDA: Falar de arco-íris

4 de março de 2016
– Amor, venha ver que lindo!
Minha mulher, Edna estava a me chamar lá da cozinha, no segundo piso de casa.
Subi a escada numa velocidade de olimpíada e dei de cara com um arco-íris passando por cima das casas do bairro e mergulhando no topo da montanha, lá no fundo da paisagem.
Voltei, escada abaixo, coloquei bateria na câmera, refiz a subida, cliquei o fenômeno das sete cores.
Realmente era um momento lindo e único, haja vista os arco-íris serem únicos em cada aparição.
Arco-íris clicado da nossa cozinha (Marcos IVan, Canal39)
Arco-íris clicado da nossa cozinha (Marcos IVan, Canal39)
Lembrei-me daquela canção do Earl Grant, The End (Sid Jacobson / Jimmy Krondes), na qual o poeta diz que existe um pote de ouro no final do arco-íris.
Mas, afinal, onde seria o final do arco-íris?
Todos, geralmente, imaginam ser logo ali, no nosso caso, no topo da montanha, no fundo da paisagem.
Ou, contrariamente, estaria no começo do fenômeno, na ponta tida por nós como início dele? Sim, pois as pessoas que estivessem de frente para nós veria o final do arco-íris de modo diferente. Até mesmo porque, neste caso de começo e fim, a definição é simplesmente subjetiva, porque não há sinalização indicativa para termos certeza definitiva…
Há também, nesse flash mental nosso, cara a cara com o arco-íris, a canção “Over the Rainbow” (Harold Arlen / E.Y. Harburg) do filme O Mágico de Oz, celebrizada por Judy Garland. Na letra da canção, o poeta afirma existir um espaço, além do arco-íris, lá em cima, onde pássaros azuis cantam livres e felizes e espera, também, merecer estar naquela mesma energia.
Cliquei o arco-íris, em sua metade visível, pois ele se aconchegava numa almofada de nuvens para provocar ilações a respeito de sua outra metade. Mais ou menos como acontece com a metade da lua que não vemos quando ela está acesa, no topo do firmamento. Daí, os poetas de plantão viajam licenciosamente pelos meandros da imaginação, buscando saber entender o que é possível fazer ou acontecer com a fenomenalidade da nossa amada Mãe Natureza.
Desta forma, se um pote de ouro há, num instante único do arco-íris, seja você o primeiro a chegar a este ponto da curvatura colorida e fazer uso do precioso presente contido no pote.
Ouro da decência, estampa da dignidade, peso da responsabilidade. Ouro que identifica os bons valores do bom proceder, do modo correto de respeitar, para ser respeitado. Preciosidade pela qual se identifica a honestidade da palavra correta, do olhar autêntico, do discurso livre de vícios e preconceitos.
O tesouro do arco-íris que você imaginar é somente seu, de mais ninguém. Não pode ser repartido, pois é essência da sua existência. E cada ser é indivisível.
Por sobre o arco-íris, o espaço da felicidade, da paz, do entendimento, da fraternidade. O tapete colorido lhe está disposto, para ser pisado serenamente com inteligência, discernimento e confiança.
Nada mais nobre do que você usar o ouro do pote do arco-íris, pois ali está ele, encontrado por sua vontade de ser melhor, mais feliz, mais fraterno e agradecido, sempre.
Não espere chegar ao fim do arco-íris, pois as cores teoricamente se dissipam atemporalmente, pelo simples fato de ser uma refração segmentada da luz por sobre a face de todos nós.
A luz da energia divina da crença de cada um, que alcança a todos, se reparte ao infinito e recompõe a fé daqueles tantos quantos respeitam a Criação, por serem criaturas agradecidas a Deus.
Falei de arco-íris. Nada além do arco-íris.
(Texto e foto: Marcos Ivan, Canal39)
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