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sábado, 30 de março de 2013

AFUNDANDO O PÉ NA JACA...


Parece piada!
Bom seria se assim o fosse.
Entretanto, a cada evento que não se sucede, pelo simples fato de ser cancelado, a nossa octogenária Ferroviária fica com o nome complicado diante da opinião pública.
Do último show cancelado (Paula Fernandes) nasceu uma NOTA DE ESCLARECIMENTO para possibilitar uma saidinha à francesa...

Vejam:
“Visando a segurança do público a Jeito de Mato Produções Artísticas Ltda., empresa responsável pela carreira de Paula Fernandes, em comum acordo com a produtora local CRT PRODUÇÕES DE EVENTOS informam que, o show agendado para a cantora em Pindamonhangaba/SP, 13 de abril no Ginásio da Ferroviária, foi cancelado em virtude da capacidade de lotação. Após avaliação técnica foi constatado que o local não comportaria o público esperado. Para quem adquiriu ingresso, gostaríamos de informar que a CRT PRODUÇÕES estará no dia 15/04/2013 disponibilizando de um funcionário junto ao clube da ferroviária para fazer o reembolso dos ingressos.
As informações poderão ser tiradas no telefone: (12) 8703-8539.
A CRT PRODUÇÕES estará contratando um local mais adequado para fazer o show numa data em comum acordo com a produção JEITO de MATO para que este mega show aconteça na cidade de Pindamonhangaba para uma maior comodidade e conforto para o público esperado.
* Maiores informações: silviacolmenero@textosmaisideias.com.br
Certos da compreensão de todos,
Jeito de Mato Produções Artísticas Ltda.” (íntegra do texto publicado no jornal Tribuna do Norte)

Para quem não conhece o local, pode parecer satisfatória a esfarrapada desculpa.
Porém, da parte do clube, não foi exercido o “direito de resposta”.
Quem fez a avaliação técnica é habilitado a isso?
O produtor local não pensou na capacidade de lotação, antes de fazer o maior auê dizendo que aconteceria o show?
Os responsáveis pelo clube não têm base de cálculo para estabelecer a viabilidade do evento?
Fórmulas simples poderiam evitar toda essa balburdia e o nome do clube, mais uma vez, comprometido.
Área destinada ao público dividida pelo nº de pessoas por m2 = capacidade de lotação.
Capacidade de lotação x preço do ingresso = renda bruta
Renda bruta – encargos (produção local + publicidade e propaganda + segurança + ECAD + ISS + lucro do produtor) = Cachê da cantora.
Definitivamente esses detalhes não foram AVALIADOS E REPENSADOS antes de se colocar tinta sobre o papel para firmarem qualquer tipo de contrato.
Daí, esfarrapadamente, a Jeito de Mato, agência de Paula Fernandes, alega zelar pela segurança do público acenando, com isso, possíveis situações de risco existentes no local físico do show.
“Me ajuda aí, ô!”, como diria o Zé Luiz Datena...
Será que o clube aceita essa alegação como forma de botar panos quentes em mais um fracasso?
Aos olhos do público, a Ferroviária passa por situação de desestruturação em seus equipamentos, se levarmos a fundo a informação publicada.
Para esclarecer aos “desesclarecidos”: o ginásio da Ferroviária já comportou públicos excelentes para Sorriso Maroto, Jorge Aragão, Terra Samba, Revelação, dentre muitos outros. Nem por isso houve risco ou comprometimento da segurança.
A aberração da justificativa força, mais uma vez, com que a administração da Ferroviária enterre o pé na jaca ao acatar, sem nenhum tipo de manifestação mais plausível, o que o produtor local, CRT Promoções e a Jeito de Mato definiram como “desculpinha”.
Final de mandato, corrida para as eleições, mudanças à vista?
Qualquer que seja o resultado, é urgente tirar a Ferroviária da já quase UTI...
Para não chegarmos ao extremo de vê-la, agonizante, ser conduzida à eutanásia.

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