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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

CARTA ABERTA AO PREFEITO ELEITO DE PINDAMONHANGABA, DR. ISAEL DOMINGUES

Carta aberta ao novo prefeito de Pindamonhangaba
(Quem quiser, pode assinar junto. É uma carta aberta)



Senhor Isael Domingues:

Inicialmente, o cumprimento pela posse, em 01 de janeiro de 2017, com os mais sinceros votos de gestão de pleno sucesso e bons resultados.

Sem lhe faltar com o respeito como futura autoridade e como cidadão, permita-me expor alguns pontos os quais considero interessantes, sob meu foco pessoal.

Durante sua campanha, seu objeto principal foi chegar ao topo da tábua de resultados para conquistar o direito de ser o gestor do nosso município.

Isso ficou claro em cada linha de seu discurso e de seus parceiros de caminhão e caminhada, inclusive sob as bênçãos políticas do deputado Padre Afonso, cujo partido apoiava seu frontal adversário.

Considero não ser necessário, de sua parte, afirmar ter recebido uma Prefeitura em frangalhos financeiros ou administrativos. Clara está a não obrigação pessoal do atual gestor em lhe dar tudo “na bandeja”. Uma questão de escolha ética, talvez até como “troco” pela derrota sofrida.

Simplesmente por se tratar de objeto de disputa, o cargo, não houve nenhum condicionamento, de sua parte – e nem poderia haver – sobre estar ou não de acordo com o que lhe seria deixado como “herança” para depois aceitar, ou não, a principal cadeira do Executivo. O senhor deve ter calculado o risco de ser gestor do município da forma como o encargo lhe fosse passado.

Faço público o meu desejo de ver sua administração (e do staff completo) verdadeiramente transparente, com as luzes da verdade e da comunicação inteligente, clara, bem formatada, desarmada e desprovida de engabelamentos e favorecimentos.

Não confundir com administração translúcida, a qual apenas deixa vazar parte da informação, quando isto se faz conveniente. Um pecado comum a muitos gestores.
Em tempo: vazamentos são recursos muito comuns na promoção do desvio da atenção ou da não necessidade de cumprimento de promessas...

Um bem montado serviço de comunicação é essencial para qualquer gestor.
Conforme o desempenho, pode ser altar ou cadafalso.

Não coloque paredes rodeando sua pessoa e seu gabinete. Isto mesmo: paredes formadas a partir de postos de assessoria, os quais são capazes de blindar de tal maneira um líder apenas para não incomodá-lo com a verdadeira demanda de soluções por parte da população.

Seja um prefeito capaz de administrar com as portas abertas.

Portas do gabinete, do coração e da amplitude de conhecimento sobre todos os atos e decisões de sua administração. Isto não é centralizar, mas, sim, não perder a visão da gestão consciente, séria, coerente.

Afinal, o senhor, doutor Isael, é o principal responsável pelo sucesso de sua própria gestão. Ninguém mais poderá assumir toda a responsabilidade pelos resultados alcançados positiva ou negativamente.

Em falando de resultados, vamos a uma breve análise, para o melhor entendimento a respeito destas minhas considerações.

Vejamos os números das eleições:

Total de pessoas não presentes às urnas: 24.132
Votos nulos............................................ 7.550
Votos em branco.................................... 4.324
Total....................................................... 36.006

Sua candidatura obteve exatos............... 34.589
O senhor obteve menos votos, comparando com os ausentes ou não validados.

Por outro lado, quem não votou em sua proposta de trabalho e preferiu
Vito Ardito................................................ 30.455
Myriam Alkmin......................................... 4.619
Somando os dois candidatos..................35.074.

Nesta configuração, o senhor também teria perdido a eleição. A projeção ficaria mais favorável ao principal adversário se juntássemos os votos de Luis Rosas e Wilton Moreno. O total seria de 39.642 votos.

Abordo este aspecto a partir da especulação por mim apresentada, anteriormente, sobre serem os 3 outros candidatos uma espécie de “recurso” para desviar votos possíveis à sua candidatura mas, na ocasião, ainda sem definição por anular ou serem confirmados em branco.

Sua vitória não se deu, então, pela maioria da opinião a seu favor, mas, sim, por conta da rejeição à administração anterior.

É necessário considerar, ainda, uma não unânime simpatia à sua proposta de governo.

Os votos aos candidatos alternativos são, salvo engano, a comprovação da não simpatia a nenhum dos dois principais contendores, manifestação autêntica do direito de escolha.

A então promessa de mudança, a adoção de rumo novo, com visão administrativa moderna e valorizada pela presença de profissionais técnicos em seus postos de extrema exposição pública e com necessidade de acertos precisa, mais do que nunca, ser cumprida e comprovada perante a opinião popular e demonstrada, inclusive, aos até então adversários e, agora, cidadãos sob sua gestão e esperançosos na consecução de resultados capazes de satisfazerem até mesmo o mais incrédulo político de oposição.

Administrar um municípo é como ter o controle de uma enorme família. Saber e entender as necessidades, buscar solucionar problemas e conflitos com gerenciamento inteligente e de pulso firme, não permitindo abusos ou desobediências.

É ter orgulho de dizer, pública e solenemente, ser esta cidade a sua mais nova e preciosa família.
É dar exemplo de pai, para ter orgulho dos resultados de seus filhos.

Ser “pai” de uma cidade não exige compactuar com negociatas, fazer concessões suspeitas, ser benévolo com uns e permitir punições a outros.
É necessário, apenas, estar em perfeita sintonia com o legal, o correto e o decente.
Respeitar as diferenças e, delas, auferir o equilíbrio do bem gerenciar.
Chega de imoralidade, conchavos, retaliações!

É como nos tempos de menos tecnologia e mais olhos nos olhos: ter filhos em seu redor e saber deles o tempo todo. Lutar pelo sucesso deles e se orgulhar de ter atingido suas metas com o esforço do trabalho honesto, parceiro, sem rabo preso ou comprometimentos excusos.

Ser prefeito é não ter necessidade de esconder a família fora da cidade, mas, isto sim, ter orgulho de a mesma ser reconhecida e admirada.

É ter a tranquilidade de caminhar pelas ruas, viajar nos coletivos dos cidadãos comuns e ter a fronte sempre altiva e contemplada com orgulho pelos seus parceiros de viagem por este tempo de ser mais fiel a um povo, independente da opinião de cada um, mesmo quando manifesto adversário.

Por isso, trocando em miúdos, espero de sua gestão o respeito que Pindamonhangaba merece.

Sabemos que vai precisar enfrentar um leão por dia, mas, um dia – se souber e entender da luta inteligente – os leões nem precisarão ser abatidos, pois servirão como exemplo de conquista pela arte de vencer sem ferir o orgulho, a cidadania, a vida.

Ao sair de casa, todos os dias, durante os próximos quatro anos, leve a certeza de ter escolhido prestar serviços e, não apenas, se servir de um cargo político. Se apresente sempre disposto às dificuldades, cuide para ler os elogios e aceitar as críticas com instrumentos de evoluir.

Trate os Servidores de carreira com a mesma dose de confiança depositada nos seus cargos nomeados. Afinal, aqueles serão indispensáveis ao desempenho destes.

Siga o exemplo do bom dono de restaurante: alimente com recursos e amizade ao cozinheiro e ao garçom. Existe enorme dependência do bom humor deles para o cliente estar e se sentir sempre satisfeito.

Demonstre otimismo, alegria, confiança. Não manifeste felicidade se souber que o povo está triste. É um argumento surrado, tipo filme repetido, e o povo, agora, sabe questionar, exigir respostas. Não se ilude mais...

Quando o abracei e o cumprimentei no dia da vitória, pedi para que fosse o significado do resgate de nossa dignidade e cidadania, não apenas mais um político eleito.

Tenha orgulho de estar, sempre, bem apresentável para representar mais de 160 mil cidadãos de Pindamonhangaba.

Deus, acima de tudo, pelo povo, com o povo e para o povo. Esse é um exercício novo de fazer a verdadeira diferença.

Festa? Desejo que o senhor a faça daqui a quatro anos, no momento de entregar o cargo para alguém capaz de continuar seu trabalho de resgatar nossa Pindamonhangaba.

O senhor tem quatro anos para marcar seu nome na história. Faça dessa oportunidade o melhor momento para todos os dias de sua existência.

É isso.

Respeitosamente,

Marcos Ivan de Carvalho
RG 5.753.302-7
Publicitário, jornalista Mtb 36001.
Orgulhosamente filho adotivo de Pindamonhangaba.

(Quem quiser, pode assinar junto. É uma carta aberta)




PUBLICADO ORIGINALMENTE NO CANAL39

quarta-feira, 18 de maio de 2016

MUZAK NO PROGRAMA RAFAEL GOFFI

sexta-feira, 4 de março de 2016

FALAR DE ARCO-ÍRIS, crônica de Marcos IVan.


QUALIDADE DE VIDA: Falar de arco-íris

4 de março de 2016
– Amor, venha ver que lindo!
Minha mulher, Edna estava a me chamar lá da cozinha, no segundo piso de casa.
Subi a escada numa velocidade de olimpíada e dei de cara com um arco-íris passando por cima das casas do bairro e mergulhando no topo da montanha, lá no fundo da paisagem.
Voltei, escada abaixo, coloquei bateria na câmera, refiz a subida, cliquei o fenômeno das sete cores.
Realmente era um momento lindo e único, haja vista os arco-íris serem únicos em cada aparição.
Arco-íris clicado da nossa cozinha (Marcos IVan, Canal39)
Arco-íris clicado da nossa cozinha (Marcos IVan, Canal39)
Lembrei-me daquela canção do Earl Grant, The End (Sid Jacobson / Jimmy Krondes), na qual o poeta diz que existe um pote de ouro no final do arco-íris.
Mas, afinal, onde seria o final do arco-íris?
Todos, geralmente, imaginam ser logo ali, no nosso caso, no topo da montanha, no fundo da paisagem.
Ou, contrariamente, estaria no começo do fenômeno, na ponta tida por nós como início dele? Sim, pois as pessoas que estivessem de frente para nós veria o final do arco-íris de modo diferente. Até mesmo porque, neste caso de começo e fim, a definição é simplesmente subjetiva, porque não há sinalização indicativa para termos certeza definitiva…
Há também, nesse flash mental nosso, cara a cara com o arco-íris, a canção “Over the Rainbow” (Harold Arlen / E.Y. Harburg) do filme O Mágico de Oz, celebrizada por Judy Garland. Na letra da canção, o poeta afirma existir um espaço, além do arco-íris, lá em cima, onde pássaros azuis cantam livres e felizes e espera, também, merecer estar naquela mesma energia.
Cliquei o arco-íris, em sua metade visível, pois ele se aconchegava numa almofada de nuvens para provocar ilações a respeito de sua outra metade. Mais ou menos como acontece com a metade da lua que não vemos quando ela está acesa, no topo do firmamento. Daí, os poetas de plantão viajam licenciosamente pelos meandros da imaginação, buscando saber entender o que é possível fazer ou acontecer com a fenomenalidade da nossa amada Mãe Natureza.
Desta forma, se um pote de ouro há, num instante único do arco-íris, seja você o primeiro a chegar a este ponto da curvatura colorida e fazer uso do precioso presente contido no pote.
Ouro da decência, estampa da dignidade, peso da responsabilidade. Ouro que identifica os bons valores do bom proceder, do modo correto de respeitar, para ser respeitado. Preciosidade pela qual se identifica a honestidade da palavra correta, do olhar autêntico, do discurso livre de vícios e preconceitos.
O tesouro do arco-íris que você imaginar é somente seu, de mais ninguém. Não pode ser repartido, pois é essência da sua existência. E cada ser é indivisível.
Por sobre o arco-íris, o espaço da felicidade, da paz, do entendimento, da fraternidade. O tapete colorido lhe está disposto, para ser pisado serenamente com inteligência, discernimento e confiança.
Nada mais nobre do que você usar o ouro do pote do arco-íris, pois ali está ele, encontrado por sua vontade de ser melhor, mais feliz, mais fraterno e agradecido, sempre.
Não espere chegar ao fim do arco-íris, pois as cores teoricamente se dissipam atemporalmente, pelo simples fato de ser uma refração segmentada da luz por sobre a face de todos nós.
A luz da energia divina da crença de cada um, que alcança a todos, se reparte ao infinito e recompõe a fé daqueles tantos quantos respeitam a Criação, por serem criaturas agradecidas a Deus.
Falei de arco-íris. Nada além do arco-íris.
(Texto e foto: Marcos Ivan, Canal39)
Aprecie uma interpretação brilhante de “Over the Rainbow”, com Luiza Possi

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

SOBRE MANGUEIRINHAS DE CHUVEIROS

Romualdo está atrasado para um compromisso.
Arruma as roupas, parte para o banhão e liga o chuveiro.
Uhhuuuu! Água fresca, já que o calor não deu tréguas ainda.
Se ensaboa todo, cantando o melhor do seu repertório de chuveiro.
De repente, e sempre precisa ser de repente para não ter graça nenhuma, a bandida da mangueirinha do chuveiro despenca daquela conexão só de encaixe sob pressão.
Água pra todos os lados e Romualdo para de cantar para recitar algum  "palavrinho", já que a mãe da sua esposa está ali na sala, esperando uma carona para ir embora.
(Na verdade Romualdo tem vontade de desfiar palavrões, mas a senhorinha é setentona e beata de recitar o terço enquanto alguém dirige)...
Romualdo termina de se enxaguar, desliga a água, abre a porta do box e toma um escorregão.
Vai tentar outro palavrão, mas engole a vontade.
Enxuga-se, se enrola na toalha e vai se vestir no quarto.
Lá do banheiro vem um grito em forma de apelo:
- Romualdo, a mangueira escapou outra vez... Vê se dá um jeito aqui... Preciso tomar meu banho"!
É a esposa, querendo ganhar tempo para chegarem a tempo ao compromisso...
- RÔ, ajuda aqui homem...
Romualdo enfia uma bermuda qualquer, sem cueca mesmo, só para atender ao SOS.
Pega na gaveta do armário da cozinha um toco de vela, de cima da geladeira a caixa de fósforos e parte para o banheiro.
Faz a gambiarra técnica mais conhecida, pelo menos no Brasil: aquece a mangueirinha, a enfia correndo na pontinha de encaixe. Faz o teste, para ver se está firme. Fracasso!
Corta o pedacinho da mangueirinha, aquece a ponta nova e enfia. Fracasso dois!
Só na terceira tentativa é que a coisa fica mais ou menos fixada.
Foi só pensar que estava resolvido e ouve outra vez o grito de socorro:
-RÔ! Escapou essa porcaria de novo! Vou me enxugar, mas vê se resolve isso duma vez. Já encheu o saco!
Em conversa com amigos, durante o compromisso ao qual foram, Romualdo fala da abençoada mangueirinha.
Aí é que descobre uma solução melhor do que acender vela, queimar as mãos e as pestanas para resolver:
Utilizar uma abraçadeirazinha plástica. Veja a foto. Basta encaixar a mangueirinha, ajustar a abraçadeirazinha com o máximo de aperto. Cortar a sobra com um estilete ou alicate de corte.
Romualdo voltou para casa com a ideia na cabeça e disse que iria tentar.
Tente você também. Romualdo é um pouco acomodado. De repente você tenha mais sucesso, antes dele.
Se der certo, comente aqui, para incentivar Romualdo.

Texto: Marcos Ivan, Canal39
Foto: Reprodução da Galeria Hellermann, fabricante das abraçadeiras.