segunda-feira, 23 de março de 2015

EDITORIAL DO JORNAL ELETRONICO CANAL39

TEXTO PUBLICADO ORIGINARIAMENTE NO SITE WWW.CANAL39.COM.BR

Fazer política…

22 de março de 2015

Qual é a melhor maneira de fazer política?
Respondo, sob o prisma de se buscar qualidade de vida.
Fazer política não é bater boca nos balcões de cerveja, nas rodinhas de fim de futebol, nas redes sociais (aliás, sem muito boa energia), no palanque diário de cada partidário ferrenho, apesar de achar que nunca será ferrado…
Fazer política boa é levantar-se do marasmo, respirar fundo e mergulhar, de cabeça e conscientemente, num plano de governo para sua própria vida.
Está certo que muitos políticos, ou supostos detentores do poder, se assoberbam de sua arrogância e falta de sensibilidade (não a têm por não serem capazes de honrá-la) para tentar passar com o trator de esteiras sobre ideais e ideias.
Quando o cidadão comum se investe de vontade própria e não dá tantos ouvidos para o discursos formatados em inverdades políticas e em politicas de inverdade, consegue permear o chão de sua terra com a certeza de ser mais autêntico, apesar de muitas vezes tentarem lhe subtrair até a palavra mais simples de  se identificar.
Fazer política é se preservar de exposições desnecessárias, não concordar com o poder, pelo simples fato deste se considerar dono da cocada preta. Poder dialogar com o poder é próprio de situações nas quais o poder se permite ser ouvinte e não apenas dominador, impondo suas supostas verdades únicas.
Muitas das vezes, inclusive, a ponta do iceberg, o chefe dos chefes do poder, é vista – porém blindada de acesso pelos poderosos anões…
É quando o escolhido para ser poder se expõe, de nome e imagem, enquanto um infinito punhado de puxadores de saco se arrastam, até, para evitar que a lama de seus atos seja vista – e pisada – por aquele que lhes serve de escudo ou anteparo. Apesar desse escudo não ter presença em atos excusos, sujos mesmo, servindo de avalista para trapaças, malfeitos e abuso de poder.
Às vezes, até, o que se vê do iceberg é o lado frio de como os esfarrapados falsos poderosos se escoram na autoridade escolhida pela aparente vontade popular. Daí, deitam e rolam na voluptuosa e incontrolada corrupção, quando o dinheiro – para eles – é moeda de troca, tentativa de calar a boca, recurso de não sair do poder por eles arrogantemente propagado como “certinho”.
Fazer política, então, não é deixar que os tapinhas nas costas sejam – efetivamente – empurrões para o fundo do poço.
Fazer política boa não é bater panelas pela democracia que nos é enfiada goela abaixo, pelos anõezinhos do poder.
Fazer política é exercer poder de questionar, exigir respeito à cidadania, não permitir que o ralo da desfaçatez leve embora suas esperanças e o turbilhão da estupidez arraste seus mais espetaculares sonhos para debaixo de um tapete, enrustindo-se com a sujeira de quem lhe deseja paz e não promove a Paz, lhe acena com a mão direita e fecha os olhos para suas necessidades.
Daí, poderiam indagar alguns do lado de lá, para nós do lado de cá: “o que você quer dizer com isso?”. Essa é a mais descarada pergunta que um falso poderoso faz, pois no seu subtexto estará apenas dizendo: “Num entendi nada do que você disse”, mas sabendo que tudo dito lhe cabe na cabeça, carapuça formatada corretamente para a cabeça de quem não está nem aí com o exercício do respeito aos demais e, muito menos, com foco na qualidade de vida do povo.
É quando o telefone celular toca, sem ruído, e o anãozinho do poder escorrega da conversa, por não saber entender a obrigação de receber bem que lhe paga os vencimentos mensal e sagradamente no dia certo. Em tempo: normalmente essa alcateia toda de famintos lobos se abastece de vantagens cujas benesses não se estendem ao cidadão comum, que paga seus impostos para suportar esses desmandos todos. A mais moderna tecnologia é patrocinada pelo povo e é utilizada para não considerar tanto seu patrocinador…
Então, fazer política é promover ações de integração e não pulverização do contexto.
Não se torna justo apenas tomar assento por detrás de uma mesa, num gabinete qualquer, sem retornar ligações telefonicas ou ignorando quem passa do outro lado da vidraça.
Já reparou que o anãozinho político não lhe olha nos olhos? Dissimula, se coça todo, abre e fecha gavetas (esconderijo de muitas necessidades do povo), chama seu assecla do lado. Só não tem habilidade para atender quem o procura e traz no peito o crachá de cidadão do povo carente de soluções e respostas autenticas.
Fazer política não é olhar para a urna eletrônica e acariciar suas teclas como se estivesse violentando a mais virgem das pessoas safadas e a mandando para o trono do poder. Simplesmente porque, em assim procedendo, assina-se o passaporte para a farra parlamentar ou a orgia administrativa.
Já existe muita gente com olhos nas cadeiras da edilidade local e, também, augurando ventos de sair na frente para escalar uma cadeira em qualquer cantinho onde caiba sua pretensão de “tirar a corda do pescoço” com o dinheiro público.
Faça política, mas não deixe político nenhum lhe arrancar dos olhos o brilho de quem desejava tempos melhores para seus filhos.
O Brasil não pode ser mais Pátria Amarga. Carece de ser Pátria Amada.
Trago nos alforjes de cidadão do agora, a história de muitos tempos de combate de sol a sol, na busca de alimentar meus sonhos, meus ideais e minha família.
De todos esses tempos aprendi, até com meu pai, que o fermento que encorpa o sucesso é a verdade, adicionado de fraternidade e elevadas doses de humildade. Há aqueles que jogaram fora esses alforjes para não se assumirem responsáveis pela vida em comum, com sucesso.
Pisar na garganta dos aparentemente indefesos cidadãos é ignorar sua força de reação. Destratar ou ameaçar esses mesmos heróis anonimos é ignorar a força que eles têm nos dedos, na palavra e nas ações.
Daí, ação política nenhuma funcionará se não contiver, em toda sua essência, o dom de ser autêntica e plenamente para a qualidade de vida de todos.
Se for para funcionar para meia dúzia de “porta vozes do poder”, a tendência é o rodo passar e a história abrir página nova por conta da insatisfação e por necessidade de se honrar a cidadania plena.
Penso assim, por isso assino.
Marcos Ivan de Carvalho.
MTb 36.001
Diretor www.cana39.com.br

domingo, 1 de março de 2015

PARA MATAR SAUDADES DE QUEM CURTIA A RÁDIO NACIONAL DO RIO DE JANEIRO

UMA GRAVAÇÃO DE LEMBRAR MESMO!
EPISÓDIO DA SÉRIE "TEATRO DE MISTÉRIOS", CUJOS TEXTOS ERAM DE HÉLIO DO SOVERAL.

PARA OUVIR, DESABILITE O PLAYER DA RÁDIO CANAL39, ALI DO LADO ESQUERDO,

DEPOIS, É SÓ CLICAR NO PLAYER ABAIXO. BOAS LEMBRANÇAS, PRA QUEM VIVEU NA ÉPOCA, E BELA LIÇÃO DE RÁDIO TEATRO, PARA QUEM NÃO CONHECEU ESSA ARTE.

A MORTE REVELA VERDADES

terça-feira, 29 de julho de 2014

UM POUCO DE RISADAS NÃO FAZ MAL A NINGUÉM...

Quem sabe, alguns muitos de vocês já viram este vídeo, que anuncia loja de motos.
Neste caso, vale a pena relembrar.
Para os novatos, um motivo para darem boas risadas.
Se desejarem ver uma série desses comericiais, basta digitar no Youtube: MEARIM MOTOS.

Respirar fundo é importante para não perder o folego na hora de gargalhar...

quinta-feira, 22 de maio de 2014

COZINHANDO O PAPO NO PAÍS DA COPA

Nos tempos de juventude, faz algum tempo isso, nosso grupo de amigos sempre criava um bordão (slogan) para definir algo entre o pessoal.
Na Praça Monsenhor Marcondes, depois das aulas no Instituto de Educação, o pessoal juntava uns trocados, comprava pães na Padaria San Martin (entrando pelo corredor do salão de fabricação, pois a loja já estava fechada), comprava mortadela no Bar do Arthur e tomava assento nos bancos da praça, para cozinhar o papo.
Isso, quando a PV (Patrulha Volante, do Exército) não dava suas incertas, assustando todo mundo que era estudante. Eram os tempos da revolução.
Cozinhando o papo daqui e dali, de repente surgiu a ideia de se brincar de "Discoteca do Chacrinha".
Imediatamente apareceu um violão, um afoxé, um pandeiro e até uma gaita de boca.
A moçada cantava um tudo de pouco, ou um pouco de tudo.
Havia quem balbuciava o "Al di la" (do filme Candelabro Italiano), enquanto outro arriscava o Twist and Shout, que muitos imaginam ser sucesso original dos Beatles. Na verdade, a gravação original foi do The Topnotes.
João Socó, muitas vezes, nos brindava com pinceladas da MPB, como Zazueira, Cadê Tereza...
Numa daquelas noites, o rapaz apareceu com um samba romântico do Wilson Simonal. Era o Samba do Mug.
Para comprovar que era gravação do Simona, Socomonal, como era chamado pelo pessoal, levou até o long play que continha, na capa, o Wilson com o Mug.
Mug, uma sacada e marketing da época, seria um bonequinho até muito simpático, amuleto da sorte.
Assim como Simonal, Chico Buarque atribui ao Mug a sorte de uma de suas músicas, a Banda.
Mas faltou planejamento e o bichinho caiu no ostracismo. Tiveram pouca sorte os dois artistas, apesar de terem vendido alguns bonecos no tamanho original, mais ou menos 40cm de altura.
Gordinho, olhos arregalados, calça xadrez e cabelos vermelhos, confeccionado em feltro e tecido, Mug ganhou miniaturas em formato de chaveiro ou um pouco maiores.
Cheguei a ter um chaveiro, presente de uma amiga de escola.
O Mug samba também não fluiu, escorregou das agulhas das picapes e ficou apenas na matéria dos vinis da época.
Engraçado que, depois de muito tempo, encontrei em meus arquivos de imagens uma foto do Mug.
Recentemente, também, encontrei-me com João Socó, fazendo festa na praia que conhece. Estava na Festa Italiana de Quiririm, atuando como baixista da Rose Star Band, onde também trabalha o Paulinho de Castro.
Perceberam como cozinhamos o papo até agora?
Tomei a liberdade de postar a foto do Mug Original, uma foto atual do João Socó e a versão Copa do Mundo do Mug.
Vai que, agora, dá certo...
João Socó

segunda-feira, 17 de março de 2014

PÁGINAS DO MEU LIVRO

Publiquei, há algum tempo, um livro com mensagens de ajuda.
Chama-se "Mergulho, uma proposta de ajuda" (Editora Ave Maria, SP, 2002)
Reproduzo um trecho desse livro. Cliquem na imagem, para ampliá-la.
Espero que gostem.