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sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Sobre Direitos e Deveres

Um homenzinho, emburrado, abriu seu caderno de anotações eletrônicas, teclou um punhado de bobagens, expos – desnecessariamente – parte de suas emoções desequilibradas.
Como se apanhasse uma metralhadora antiaérea e apontasse para os dedos do pé direito.
Mandou recados desarvorados, citou nomes, discriminou raças, cobrou constrangedoramente.
Replicou sua necessidade de afirmação, porcamente mascarada em denúncia.
Esqueceu-se de entender mão e contramão dos direitos e deveres.
Simplesmente por não ter o senso estabilizador das emoções educado para vivenciar situações de instabilidade emocional.
A todos é facultado, por lei, dizer de suas ideias. Como é imprescindível acatar as regras da sociedade humana, as quais abrem direitos iguais, deveres iguais.
Todos têm o direito de cumprir seus deveres e o dever de defender seus direitos.
Logicamente dentro dos preceitos compreendidos legalmente. Para a bagunça, a baderna e o boato não se tornarem ferramentas de corrosão das próprias palavras ou atitudes.
Então, o homenzinho esperneou pela rede mundial de computadores, envolveu um punhado de outros navegantes. O moço, porém, não abriu possibilidades de as pessoas solidárias ao seu discurso inicial acessarem, verdadeiramente, o cerne da situação.
Há a necessidade de considerarmos ter acontecido um lapso de maior sanidade, proporcionando-lhe raciocínio mais adulto e consciente. Foi quando o esperneante cidadão arrancou, do book eletrônico, as páginas por ele redigidas na intempestiva grita contra quem já havia iniciado batalha pelas vias ditas corretas.
Agora, pós frigir ovos da descarga emotiva, é bem possível o irado rapaz estar menos “fervendo” e mais se martirizando pela atitude, até certo ponto, muito descontrolada. Ou, de forma menos pessoal, tenha acatado conselho de algum “anjo da guarda” muito fraterno para que se controlasse mais e gritasse menos.
Mesmo porque, nestes casos de muita chiadeira, caso haja fumaça, o incêndio pode queimar mais a imagem de quem se põe a gritar como dono da razão.
Pelo motivo único de, neste caso, as razões estarem em processo de arbitragem.

Daí, há que se entender de espera e merecimento...

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