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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Meu pai, no dia dos pais


Certa manhã meu pai chegou do serviço um tanto triste, outro tanto silencioso.
Tomou assento à mesa, para nosso café da manhã e disse, entre um gole e outro, que precisaríamos mudar de casa, para poder continuar trabalhando.

Mamãe, parceira de sempre desse homem batalhador, sem perguntar muitas coisas, arrumou nossas coisas e todos embarcamos no caminhão descoberto, com destino a outros tempos.

O tempo passou, os filhos cresceram, papai lutador sempre colocando a mão na massa para nos dar o pão de cada dia.
Cada um dos filhos teve caminhos independentes, apesar de nunca efetivamente romperem o cordão umbilical com a família.

Zeca, devido a planos do Criador, transferiu-se para outro tipo de energia.
Mais um tanto de tempo passou e papai também pegou rumo idêntico ao do mano Zé Carlos.

Às vezes sonho com os dois, somando risos e brincadeiras no todo da família.
A saudade que sinto de meu pai é daquele tipo de saudade verdadeira, quando cultivamos o bem querer, o amor, a amizade em doses espetaculares de discernimento e aceitação.

Herdamos do velho Abel Padeiro as lições de correto proceder, dignidade e respeito.
O que procuramos não transgredir para o bem existir de nossos semelhantes e de nossa própria porção de tempo por aqui.

Neste Dia dos Pais, abraço fraternalmente meu pai, dotados que fomos, seus filhos, de plena e constante imantação das pessoas que se amam, em qualquer tempo do Senhor Tempo.
Beijão, meu pai, pelo dia de hoje, todos os dias!

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